quarta-feira, 4 de dezembro de 2013

Governo Salame afogado para pagar 13º da educação e já vê ensaio de greve da categoria

O fim do ano trouxe um gosto amargo para o governo de João Salame Neto à frente da Prefeitura de Marabá. E nem o Papai Noel consegue levar alegria e tranquilidade para a gestão do líder do Pros no Pará, que não sabe de onde tirar dinheiro para pagar o 13º salário dos servidores da educação do município.
Salame tem uma folha de cerca de R$ 10 milhões na educação e alega que além de complementar com os 25% da receita líquida do município, ainda está colocando R$ 1 milhão todo mês para conseguir quitar os salários dos mais de 3.500 servidores que atendem um universo de 55 mil alunos na rede pública municipal.
Para tentar resolver esse dilema, o prefeito diz que já determinou a realização de um estudo minucioso para avaliar onde poderia cortar gastos e duas saídas apontadas por sua equipe técnica foi mexer em um vespeiro chamado PCCR (Plano de Cargos, Carreira e Remuneração do Magistério), aprovado na Câmara Municipal em 2011. Para isso, foi elaborado o Projeto de Lei Nº 490, de autoria do Executivo, que pretende a redução de vantagens para educadores que realizam mestrado e doutorado e ainda para diretores e vice-diretores das escolas.
O governo municipal propõe a redução dos adicionais dos níveis de mestrado de 100% para 30%; de doutorado de 150% para 60%. Além disso, pretende a redução das gratificações de diretor e vice-diretor de escolas. No caso de escolas de grande porte, por exemplo, os diretores deverão ter redução de 60% para 35%; de médio porte, de 50% para 30%; e de pequeno porte de 40% para 25%.
O assunto vem causando revolta na categoria, que realizou um dia de paralisação nesta terça-feira, 3, com um grupo de mais de 300 educadores protestando em sessão na Câmara Municipal.

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