
O fim do ano trouxe um
gosto amargo para o governo de João Salame Neto à frente da Prefeitura de
Marabá. E nem o Papai Noel consegue levar alegria e tranquilidade para a gestão
do líder do Pros no Pará, que não sabe de onde tirar dinheiro para pagar o 13º salário
dos servidores da educação do município.
Salame tem uma folha de cerca de R$ 10 milhões na educação e
alega que além de complementar com os 25% da receita líquida do município,
ainda está colocando R$ 1 milhão todo mês para conseguir quitar os salários dos
mais de 3.500 servidores que atendem um universo de 55 mil alunos na rede
pública municipal.
Para tentar resolver esse dilema, o prefeito diz que já
determinou a realização de um estudo minucioso para avaliar onde poderia cortar
gastos e duas saídas apontadas por sua equipe técnica foi mexer em um vespeiro
chamado PCCR (Plano de Cargos, Carreira e Remuneração do Magistério), aprovado
na Câmara Municipal em 2011. Para isso, foi elaborado o Projeto de Lei Nº 490,
de autoria do Executivo, que pretende a redução de vantagens para educadores
que realizam mestrado e doutorado e ainda para diretores e vice-diretores das
escolas.
O governo municipal propõe a redução dos adicionais dos níveis
de mestrado de 100% para 30%; de doutorado de 150% para 60%. Além disso,
pretende a redução das gratificações de diretor e vice-diretor de escolas. No
caso de escolas de grande porte, por exemplo, os diretores deverão ter redução
de 60% para 35%; de médio porte, de 50% para 30%; e de pequeno porte de 40%
para 25%.
O assunto vem causando revolta na categoria, que realizou um dia
de paralisação nesta terça-feira, 3, com um grupo de mais de 300 educadores
protestando em sessão na Câmara Municipal.
Nenhum comentário:
Postar um comentário