quinta-feira, 26 de dezembro de 2013

PARAUAPEBAS: O CONTRASTE ENTRE "A RIQUEZA E A VIOLÊNCIA"


“A cidade da Vale”, como é conhecida Parauapebas, a maior província mineral do mundo, vive um caos sociocultural. O Mapa da Violência de 2013 mostra que o município, no sudeste do Pará, saltou da 21ª colocação entre as cidades mais violentas do estado para o 10º lugar.
Segundo o estudo, Parauapebas sofreu a maior expansão de homicídios entre jovens no estado paraense. A probabilidade de um jovem ser morto, vítima de disparos de arma de fogo ou por facada na rua ou em sua própria casa, é 25% maior do que no Iraque, país com uma das mais altas taxas de morte por conflito armado.
Com um detalhe: essa dura realidade se passa nas entranhas da 33ª cidade mais rica do Brasil. Isso porque, entre 1997 e 2012, a prefeitura embolsou mais de R$ 1 bilhão de royalties advindos da mineração.
Seu Produto Interno Bruto (PIB), de US$ 2, 1 bilhões de dólares é o segundo maior do Pará e equivale à soma das riquezas produzidas pelos Estados do Acre, Roraima e Amapá. O PIB per capita de Parauapebas – parte da riqueza que cabe a cada habitante do município – alcança o topo no ranking nacional, deixando para trás nada menos que São Paulo e Brasília.
Ademais, é o município que apresenta o maior superávit na balança comercial brasileira. O descompasso entre riqueza e pobreza acompanha a velocidade do inchaço populacional da cidade, que, aos 25 anos, já detém meio milhão de habitantes – grande parte amontoados nas inúmeras favelas que não param de surgir. Em um contexto como este o alcoolismo e a prostituição aparecem como elemento cultural predominante na cidade

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