
O ano eleitoral não chegou, mas o clima esquentou muito neste
ano de 2013 entre o governador Simão Jatene (PSDB) e o prefeito de Marabá João
Salame Neto (Pros) e termina com a certeza de que a intriga vai aumentar ainda
mais em 2014. Jatene passou o dia em Marabá, na última segunda-feira (23),
visitando obras em andamento e inaugurando outras duas, mas em nenhum momento o
gestor marabaense recebeu o governante estadual, como determina a etiqueta
política e os bons costumes. Jatene desembarcou no Aeroporto de Marabá por volta de 10h30h,
foi recebido com honras militares, depois foi cumprimentado por políticos –
entre eles vários prefeitos da região – e concedeu entrevista coletiva à
Imprensa local.
Depois, Jatene visitou várias obras do Estado em andamento na
cidade, foi à PA-150, que está sendo revitalizada, inclusive o acostamento,
para tornar a rodovia mais movimentada da região mais larga e segura. Sobre
isso, o governador disse na coletiva que o trabalho da rodovia está ficando tão
bom que a PA-150 já estaria sendo chamada de PA-300, fazendo referência ao
alargamento da pista.
O governador esteve em Marabá para inaugurar uma agência de
fiscalização da Seicom (Secretaria de Estado de Indústria, Comércio e
Mineração) para cobrar a Taxa de Mineração e assim aumentar a arrecadação do
Estado. Essa agência será responsável por fiscalizar a produção mineral de 12
municípios da região – inclusive Marabá e Parauapebas.
Outro item da agenda do governador Simão Jatene em Marabá foi à
inauguração da iluminação de um trecho de 5,9 km da Rodovia Transamazônica que
foi duplicado na área urbana da cidade. A obra foi custeada pelo Estado pelo
valor de R$ 4 milhões e foi executada neste segundo semestre.
Mas nem mesmo esses dois benefícios foram capazes de unir Jatene
e Salame em um mesmo espaço.
O prefeito de Marabá não apenas não foi aos eventos de Jatene
como também boicotou a participação de seus secretários e correligionários na
programação do líder estadual no município. A Reportagem do blog teve acesso a
uma mensagem de celular que teria sido enviada por Salame aos vereadores
aliados informando por que não iria receber o governador e, de forma velada,
pedindo a eles que fizessem o mesmo.
O conteúdo da mensagem diz o seguinte: “Gostaria de comunicar
que em virtude da deliberada atitude do governador Jatene em não celebrar
convênios com a Prefeitura de Marabá, de se quer dar resposta às propostas de
parceria que fizemos, de ver a digital do governador no julgamento em que fomos
vítimas no TRE, não participarei da programação oficial de sua visita a Marabá
nesta segunda-feira”.
O único secretário municipal que não cumpriu a ordem ou pedido
do chefe foi o secretário municipal de Indústria, Comércio e Mineração, Ítalo
Ipojucan, um dos que tentam minimizar a crise profunda entre Salame e Jatene.
Entre os vereadores da base aliada, a presidente da Câmara, Júlia Rosa, foi
vista em dois dos eventos, menos na recepção ao governador no Aeroporto.
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